Sinais de alerta — procure ajuda imediatamente
- Dor ou aperto no meio do peito que dura mais de 20 minutos e não melhora com repouso.
- Dor que irradia para o braço esquerdo (às vezes o direito), ombro, pescoço, mandíbula ou costas.
- Suor frio, náusea, vômito, palidez.
- Falta de ar desproporcional ao esforço.
- Sensação intensa de mal-estar ou de morte iminente.
Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem ter apresentações atípicas: cansaço extremo, falta de ar isolada, dor no estômago ou desconforto vago, sem a dor clássica no peito. Na dúvida, procure atendimento.
O que fazer: ligue para o SAMU (192) ou va imediatamente ao pronto-socorro mais próximo. Não dirija você mesmo. Não espere para ver se melhora. Não tome medicamentos por conta própria sem orientação.
A angioplastia primária
A angioplastia primária é o tratamento de escolha para o infarto com supradesnível do segmento ST. O cardiologista intervencionista abre a artéria entupida por cateter, aspira ou desloca o trombo e implanta um stent, restabelecendo o fluxo de sangue para o músculo em sofrimento.
Quanto menor o intervalo entre o início da dor e a abertura da artéria, menor a área de músculo perdida, menor o risco de insuficiência cardíaca no futuro e maior a chance de sobrevida. As diretrizes trabalham com metas de tempo medidas em minutos, não em horas.
Quando o hospital de origem não dispõe de hemodinâmica, o paciente pode receber trombolítico e ser transferido para um serviço com sala de cateterismo. Ter esse recurso disponível em Porto Velho e em Ariquemes muda o desfecho de pacientes de todo o interior de Rondônia.
Depois do infarto
O tratamento não termina quando a artéria é aberta. Vem então a fase que define a qualidade de vida dos próximos anos: medicação antiplaquetária e para o colesterol, controle da pressão e do diabetes, cessação do tabagismo, reabilitação cardiovascular e acompanhamento regular com o cardiologista.
Pacientes que aderem a esse conjunto de medidas reduzem de forma significativa o risco de um novo evento.